15 Maiores fracassos da tecnologia – Parte 3

7. Infinium Phantom

Este é um daqueles casos em que o nome (fantasma, em inglês) combina perfeitamente com o produto. Desde o primeiro momento do anúncio, em janeiro de 2003, do Phantom – um console que iria “deixar Xbox, Sony  PlayStation 2 e GameCube para trás” -, a Infinium enfrentou ceticismo.

O anúncio estava repleto de especificações técnicas impressionantes, apesar de não entrar em detalhes sobre o aparelho em si. Mesmo assim, prometia uma demonstração pública em março e lançamento em novembro.

Os detalhes não demoraram a aparecer. O Phantom era essencialmente um PC com Windows XP embutido, que permitiria jogar games para PC; seu alvo principal, no entanto, era o sistema on-demand, por meio do qual assinantes poderiam baixar o jogo que quisessem por meio de uma conexão internet. Em dado momento, a empresa chegou a pensar em distribuir o console gratuitamente a quem aderisse ao plano de assinatura de dois anos.

Imagine a surpresa quando um Phantom de verdade foi mostrado na feira E3 de 2004. Era um modelo completo, tendo até o LapBoard sem fio – um conjunto de teclado e mouse que se encaixa numa bandeja destacável. Houve até uma nova data de lançamento – que, é claro, chegou sem que nenhum Phanton fosse entregue.

Um outro Phantom foi mostrado na edição 2005 da CES, mas a seqüência de prazos não cumpridos minaria qualquer boa vontade que a aparição pública poderia ter conquistado. Mais tarde, nesse mesmo ano, a Securities and Exchange Comission (SEC) anunciou que promoveria sanções contra o ex-presidente da Infinium, Timothy Roberts.

Os arquivos da SEC revelaram depois que a Infinium perdeu 62,7 milhões de dólares em três anos, gastando apenas 3,5 milhões em desenvolvimento de produtos. Alguns meses depois disso, a Infinium encerrou oficialmente o projeto Phantom, mudando seu nome para Phantom Entertainment, e concentrou esforços no LapBoard – que, apesar de uma encomenda da Alienware, ainda não se materializou.

6. Apple Interactive Television Box

Hoje podemos assistir a filmes em consoles de videogame, navegar na web pelo celular e ouvir música em quase tudo que usa eletricidade. Mas nem sempre foi assim. A convergência digital estava simplesmente fora do alcance e o máximo com que sonhávamos era a TV interativa, que prometia aos telespectadores visitar o site de uma empresa quando seu comercial ia ao ar, ou participar de enquetes de programas de TV (não, ainda não haviam inventado o BBB).

Em 1993, a Apple uniu-se às européias British Telecom e Belgacom para produzir um set-top box voltado a esse tipo de serviço. O Apple Interactive Television Box era um Macintosh LC-475 de 25 MHz modificado e, modestamente, permitia que os usuários baixassem e assistissem a conteúdos (e avançassem ou retrocedessem a programação, tal como os gravadores TiVo).

Os planos futuros incluíam game shows interativos e contéudo educacional para crianças, bem como acessórios como mouse, teclado e CD-ROM.

Em 1994, famílias selecionadas na Inglaterra e na Bélgica instalaram a caixa preta com a maçã da Apple sobre suas TVs, e os testes começaram um ano depois nos Estados Unidos. E a Apple aprendeu rapidamente que as pessoas simplesmente não estavam interessadas em TV interativa.

Os testes terminaram e a Interactive Television Box voltou para a prateleira. Salto rápido para 2008 (saltando o fracasso de 1996 com o console de game e internet Apple Pippin @World), e eis que surge o charmoso Apple TV media streamer, que permite o aluguel de vídeos em formato padrão e em alta definição, diretamente da sua TV.

5. Palm Foleo

O fundador da Palm Computing, Jeff Hawkins, é um sujeito de sorte. O que poucas pessoas fizeram –  inaugurar uma categoria de produtos -, ele fez duas vezes, a primeira com o original PDA PalmPilot, e  depois com o smartphone Treo, da Handspring. (As duas categorias existiam antes das invenções de  Hawkins, mas os produtos da Palm os tornaram acessíveis o suficiente para seduzir os não-tecnófilos).

Em 30 de maio de 2007, Hawkins deu um passo ousado ao anunciar o Palm Foleo, um subnotebook de  499 dólares com sistema Linux projetado para sincronizar dados com um smartphone. Dessa forma, os  executivos em viagem poderiam, entre outras coisas, editar documentos e enviar e-mails sem depender  de tecladinhos apertados.

As especificações invejáveis, como o peso de 1,13 kg e o recurso de instant-on (que elimina o tempo de carga do sistema), não impediram que os entusiastas respondessem com um sonoro “por quê?”. Perdido entre um PDA e um notebook em poder e tamanho, parecia ser apenas mais um aparelho para carregar, com muitos recursos que poderiam ser encontrados nos outros aparelhos.

O próprio editor-chefe da PC WORLD/EUA, Harry McCracken, fez parte da minoria que acreditou que o Foleo sofreu de pré-julgamento, e os testes que vieram a seguir alternavam experiências positivas e negativas. Apenas três meses após o lançamento oficial, a Palm cancelou o produto, tendo como justificativa a necessidade de “desenvolver primeiro a plataforma principal e os smartphones”. McCracken concordou, escrevendo que o “Foleo funcionava como uma distração num momento em que a Palm não podia se distrair”, e que o aparelho teria destino similar ao do LifeDrive.

Algumas pessoas podem argumentar que Hawkins estava certo, diante do surgimento de laptops mais leves como o Asus Eee PC – bons o suficiente para algumas tarefas, mas sem o pacote de recursos oferecidos por um notebook.

Leia Mais:

http://www.campusgeek.com.br/noticias-principais/15-maiores-fracassos-da-tecnologia-–-parte-2

http://www.campusgeek.com.br/noticias-principais/15-maiores-fracassos-da-tecnologia-parte-1


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2 comentários para “15 Maiores fracassos da tecnologia – Parte 3”

  1. Mandrake disse:

    estive sumido um tempo mas estou aqui de volta nos coments… heheh… e pelo visto o blog continua ótimo!! estão de parabéns!! o/

    aguardo a continuação

  2. Bárbara disse:

    Cadê o resto da reportagem? To curiosa a respeito dos outros 4 fracassos…

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